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Sangue. É Dele a Última Palavra - Entrevista com Heloisa Bernardes

Responsável final por absorver, armazenar, transportar e disponibilizar os nutrientes pelo corpo, o sangue fala alto, fala grosso. Tem um vozeirão.

Além de influenciar cada aspecto da fisiologia humana, o tipo sangüíneo está diretamente relacionado com a forma como os alimentos são digeridos, com a eficácia dos processos metabólicos, com a capacidade de o organismo reagir ao estresse e também com a força do sistema imunológico.

Trocando em miúdos: tipo sangüíneo, nutrição e desempenho esportivo tem tudo a ver.

Além de conhecimento teórico, falar sobre tal correlação exige experiência e muita, muita pesquisa.

Heloisa Bernardes tem credenciais de sobra para fazer isso (ver em"Suplementação", sim ou não?"). Ouça com atenção o que ela diz nesta entrevista exclusiva à Contra-Relógio. É a voz do coração, ou melhor, do sangue.

Entrevista com Heloisa Bernardes

Contra-Relógio - Qual a importância do tipo sangüíneo no desempenho de um atleta?
Heloisa Bernardes - O tipo de sangue é um mapa genético. Ele revela a mais confiável indentidade do ser humano. Os estudos demonstram que cada grupo sangüíneo contém uma mensagem que indica os alimentos e exercícios mais adequados para conquistar o bom gerenciamento da saúde física e mental.

CR - O fato de determinado corredor ter esse ou aquele tipo de sangue indica que ele deveria procupar-se de forma ainda mais específica com a sua alimentação?
HB - Sim. Comprovadamente, sim. Na verdade, um mesmo alimento pode ser nocivo às células de um tipo de sangue e benéfico ás de outro. É fácil entender: entre os alimentos e o sangue ocorre uma relação química. Essa reação faz parte da herança genética de cada um. O sistema digestivo dos indivíduos mantém até hoje a preferência pelos alimentos que seus ancestrais do mesmo tipo de sangue usavam nos tempos primitivos.

CR - No caso de um corredor, como ajustar alimentos e tipo sangüíneo?
HB - Qualquer que seja o objetivo (dieta, exercícios físicos ou saúde geral), primeiro é preciso pensar em três categorias de alimentos: os benéficos - que são aqueles que atuam como se fossem remédios -, os neutros - que agem apenas como alimentos e nada mais - e os prejudiciais - aqueles que funcionam como veneno. Sabendo seu tipo sangüíneo, o corredor só precisa conhecer a classificação dos vários alimentos. Ele deverá preferir os benéficos, mas não há problema algum em apreciar os neutros que lhe agradem. Isso inclusive ajuda no equilíbrio.

CR - Mesmo sendo atletas de igual nível técnico, é no plano de alimentação que as diferenças entre os dois corredores aparecem?
HB - Exatamente. Tudo em função do tipo de sangue. As pessoas do tipo O, quem é o mais antigo, tem aparelho digestivo forte e sistema imunológico superativo, uma herança primitiva. Mesmo que não precisem mais caçar ou ficar fugindo, esses indivíduos ainda hoje se dão bem com exercícios físicos intensos, principalmente os aeróbicos, e proteína aminal. Pessoas com esse tipo sangüíneo não digerem tão facilmente laticínios e grãos, que são alimentos mais modernos. O raciocínio é semelhante para os demais tipos. Cada um tem suas características.

CR - Se o tipo O é o mais antigo, qual é o mais recente?
HB - Com mais de mil anos, o mais novo é o AB. É ainda raro (2 a 5% da papulação) e biologicamente complexo. por vezes ele se parece com o tipo A, outras com o B e, ocasionalmente, uma fusão de ambos. A memória genética das pessoas desse grupo ainda mantém partes muito recentes de seus ancestrais tipo B. Embora geneticamente programado para comer carne, ao AB falta a acidez estomacal necessária para metabolizá-la eficazmente. O segredo nesse caso está no tamanho da porção, na freqüência do consumo e em trocar a carne de boi e frango por cordeiro, carneiro, coelho e peru.

CR - Falemos das frutas. Banana, por exemplo. Corredor não dispensa banana. Em relação aos tipos sangüíneos, elas são benéficas, neutras ou prejudiciais?
HB - Pergunta interessante. Enquando para o tipo O elas são neutras, para o A e o AB são prejudiciais, pois a lectina que elas contém atrapalha na digestão. Já para o tipo B elas são benéficas. Sendo ou não corredores, indivíduos do tipo A e AB deveriam evitar as bananas. Para esses existem outras frutas melhores.

CR - E sobre os minerais?
HB - São essenciais para uma boa saúde. Entre os mais de 60 presentes no organismo, muitos aparecem em quantidades tão pequenas que os cientistas ainda não conseguiram determinar suas funções nem dosagens. Há apenas uma conclusão unânime: Além de ingerir 800 miligramas de cálcio e 15 de ferro a cada dia, outros nove minerais são primordiais para uma boa saúde. Cromo, Cobre, Magnésio, Manganês, Fósforo, Potássio, Selênio, Sódio e Zinco. E nem pense que será preciso reforçar a farmacinha caseira com dezenas de vidrinhos de comprimidos: vários alimentos são fontes de todos esses minerais.

Publicação da Revista Contra-Relógio - Edição de março de 2006.

 
 
 
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